Balada de grávida
Em dezembro fui ao casamento da funcionária da empresa. De todo mundo que sempre brincou e parecia ‘amigos’ dela, apenas 4 pessoas de lá foram (2 eram as madrinhas e outro, a filha foi daminha, apenas eu de convidada). O povo é assim, né? Falta de consideração.
O casal é jóia, simples, não sabem o que fazer pra agradar. A festa foi humilde, mas aconchegante. Gustavo logo faz amizade e se espalha pelo salão correndo com a molecada. Aí um pouco antes do jantar, já tava cheio de criança das pequeninas, jogando bexigas pelo salão (bexiga fez parte da decoração e acho brega demais pra casamento). Enfim, o Gustavo é DOENTE por bexiga. Assim que viu a meninada, tava pelejando pra arrancar um cacho de um dos pilares. Como vi que já tinham catado tudo as de baixo, fui ajudar. De repente, me aparece a mãe da noiva ‘abaixando meu braço’ e dizendo que não podia pegar. Me veio uma vontade de chorar (eu grávida, hormônios e sentimentos à flor da pele). O que a gente não passa por um filho...
Aí a mulher justificou que era pra tirar fotos. O fotógrafo já tinha ido embora fazia tempo e não vi ninguém ali com máquina ou afins tirando foto alguma. Gustavo começou a chorar, tadinho. Afinal tava cheio de criança brincando pelo salão. Comecei a conversar com ele, dizendo que comprava um saquinho de bexigas pra ele no outro dia no mercado. Ai, acho que a mulher percebeu o exagero, mas falou num tom de raiva: ‘Ah, pode pegar!’ Se não fosse pra criança, que não entende, tinha mandado aquela mulher chocar aquelas bexigas. É cada uma...
Ainda tive que ficar até o final (dependia de carona) e o Gustavo, por incrível que pareça, quis comer do bolo. Pior foi que enfeitaram com aquelas florzinhas pequeninas de biscuit. Ele veio me dizer que comeu uns negócios durinhos...

















0 Comments:
Postar um comentário
<< Home