***s2***Meus foguetinhos***s2***

Tenho por objetivo,além de registrar doces lembranças,dividir experiências e compartilhar alegrias com mamães corujas como eu.

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Fiz um teste uma vez que me definiu como mãe superprotetora que vê perigo em tudo e que gosta de cuidar de perto. Sou a mãe mais orgulhosa deste mundo! Tenho 32 anos, sou Engenheira civil, profissão que amo de paixão. Não sou dona de casa por mais que tente...mas sou mãe de dois molequinhos que dão um trabalhão porém compensam de tanto orgulho e alegrias.

sexta-feira, junho 01, 2007

Ressurgindo

Eu voltei...agora pra ficar. Porque aqui...aqui é meu lugar! Pois é, eu queria mesmo me mudar pra uma outra cidade, menor, mas fazer o quê? Parece que tudo me prende e me arrasta pra este lugar. Enfim, tá tudo bem...O Anderson tá trabalhando! E isso é maravilhoso! Nem 'tão' quanto eu gostaria, mas à passos de lesma já se pode ter uma esperança. Agradeço a quem torceu e deu um apóio psicológico aí, valeu! Parece que eu tenho uma histórinha da minha vida pra continuar, então lá vai:
Uma melhora temporária
Continuando um pouco de minha história desde que meu foguetinho nasceu: Após 5 meses daquele mercado, a irmã do Anderson quis acompanhar o namorado que havia ido pra Campinas. Pediu as contas e me indicou pra ficar no lugar dela na loteria em que trabalhava.
Os primeiros dias foram uma comédia em se lembrar: de eu dilacerar as contas dos clientes pra cortar os códigos de barras à sair correndo gritando até a porta atrás de troco que havia passado a mais ou trocar as guias que estavam trocadas de nervosismo.
Graças à Deus, sou corajosa e não tenho medo de tentar. Aprendi em 1 mês á digitar os códigos tão rápido que nem olhava pras teclas da máquina. O que me irritava era umas regrinhas idiotas que tínhamos de cumprir, como: estar atendendo e ter que levantar na hora pra abrir a porta pro próprio dono que não tinha a chave e não queria ser reconhecido como tal (tudo bem, até aí a gente até entendia), mas tinha que mandar o cliente chegar e não gritar ‘o próximo’; era proibido você tentar arrumar o dinheiro no caixa e se organizar, como nos bancos, pra chamar o próximo, tinha que ser The frash e já ir atendendo a outra pessoa com a gerente (que era irmã do dono) do lado te pedindo o dinheiro do caixa e mandando você atender ao mesmo tempo. Dava tanta confusão isso depois...no final do dia faltava R$1000,00, R$2000,00 no caixa que havia sido tirado nessa pressa e hora marcava, hora não. E isso dava um suor frio, porque se não encontrasse o erro, a gente que tinha que bancar, imagina...Fora a pedição de dinheiro pra cobrir conta e aluguel da lojinha de 1 real em frente que era deles também...
Mas pagavam bem e direitinho, me registraram logo e tive salário alimentação, família e hora extra tudo certinho. Não trabalhava aos sábados nem domingos e isso pra mim já era ótimo. Depois que a minha sogra obrigou a filha a se casar com o rapaz pra ir pra Campinas (casou só no civil sem ter nada, a não ser um coordenado de cama casal que comprou no embalo da filha da gerente que também trabalha lá, que tava noiva e sempre fez enxoval, mas minha cunhada só comprou isso. E já namorava há uns 7 anos pelo menos. Só queria saber de comer salgado e coca, passear e comprar roupas e sapatos na mesma boutique que as patroas...), quando ela saiu, sofri rejeição de toda parte. A patroa só sabia chorar a saudades da Cristiane, os clientes só sabiam perguntar daquela baixinha, a japinha; e tinha uns que até se recusavam a serem atendidos por mim! Me sentia tão esmagada que na hora do almoço eu sentava na praça da cidade e chorava tanto, num desespero, me perguntando porquê aquela vida gente, depois de tanto sacrifício pra estudar, ser humilhada por gente de baixa escolaridade, sendo que eu podia ser admirada e respeitada por eles sendo chamada até de ‘doutora’, como é de costume no interior!
Eu tive que agüentar e me conformar. O Anderson passou num vestibulinho pro curso de Eletrotécnico em Furnas, que é gratuito. Eu ajudava pagando o ônibus pra ele estudar e não perder essa oportunidade, sem falar no leite e demais coisas pro Gustavo e pra mim. Fui levando e povo se acostumado. A filha da patroa me deu muito apóio e é um amor de pessoa. Aliviou um pouco a barra.